Dinheiro não compra felicidade, mas compra aventuras e experiências

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Olá Poupadores e Poupadoras, neste artigo vou compartilhar com vocês como foi nosso sétimo dia no Chile. Trarei todos os aspectos financeiros para te ajudar a se preparar financeiramente e economizar.

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Nosso sétimo dia começou bem cedo, antes das 6h, pois tínhamos pela frente um ecoturismo para escalar o vulcão Villarica e logo a van passaria para começarmos a aventura. Tomamos um café da manhã básico no próprio hostel com os mantimentos que havíamos comprado no dia anterior.

A primeira parada foi na própria agência para trocar de roupa e pegar todo o equipamento necessário. Lá encontramos Felipe, mais um brasileiro que faria o passeio conosco.

A equipe da agência já deixou prontas as mochilas com os diversos equipamentos necessários, cada uma pesando sete quilos. Lá havia diversos itens de segurança, inclusive para situações inesperadas, não cheguei a ver tudo o que tinha nela, mas gostaria de destacar:

  • garras para botas, necessário para avançarmos com segurança na parte congelada da montanha, que nessa época de março seria do meio da montanha até o topo;
  • Manta para caso de muito frio, felizmente não precisamos utilizar;
  • Corda, para, por exemplo, ajudar em caso de remoção por quedas;
  • Picareta, necessária para nos prendermos em caso de queda e evitar que alguém saia rolando montanha abaixo.

Além de tudo isso, também tivemos que levar bebida, comida e materiais de higiene pessoal. O peso total da mochila deve ter ficado por volta dos nove quilos.

Assim que os preparativos foram finalizados, seguimos de carro para o parque nacional Villarica, localizado no pé da montanha a cerca de 30 minutos da agência. Para subir a montanha, é necessária a autorização dos guardas florestais, procedimento padrão, porém por causa da pandemia e da decretação de lockdown só saberíamos na hora se o parque estaria ou não aberto à visitação.

Após minutos de nervosismo, para nossa felicidade, seria o último dia de parque aberto. Depois de toda a entrega e conferência de documentação, a entrada foi liberada. Seguimos viagem até chegarmos à base do vulcão Villarica, nosso ponto de partida.

Apesar de ser verão, a temperatura estava por volta de 10°C, abaixo do que esperávamos e até passei frio. Felizmente a amplitude de temperatura no Chile é enorme e já por volta das 8h já não dava nem mais para usar casaco. Fica a dica, vá com vestimentas adequadas para não passar frio nessas primeiras horas do dia.

Antes de começarmos, o guia nos informou que, por questões de segurança, ninguém pode ficar para trás, assim, se um desistir será o fim da escalada para todos. E, também por questões de segurança, que teríamos até as 13h da tarde para chegar ao cume, se não conseguíssemos, teríamos que voltar.

Até o primeiro ponto de escalada, nos foi dada a opção de ir caminhando por cerca de uma hora ou pagar pelo teleférico e economizar energia e tempo. Como não tínhamos experiência, todos decidimos pegar o teleférico.

Em poucos minutos chegamos ao primeiro ponto e começamos a escalada de fato, em um ritmo que não estávamos conseguindo acompanhar, até pela altitude. O guia nos orientou como deveríamos respirar e passamos a ir em um ritmo mais devagar para que todos pudessem seguir.

A subida começava com um ângulo de cerca de 35° e ia ficando cada vez mais íngreme conforme avançávamos. E tudo isso carregando uma mochila com cerca de nove quilos.

Durante a escalada, existem pontos seguros de parada, onde podemos descansar e nos alimentar por alguns minutos. E claro, admirar a incrível paisagem.

Descanso realizado, seguimos em frente, ou melhor para o alto. Nesse momento, por volta das 9h, já me sentia bem melhor e me sentia confiante sobre chegar ao topo.

Cerca de uma hora escalando, depois de outra parada, chegamos na parte congelada da montanha. A partir daí, a subida ficaria mais difícil, escorregadia. Para avançarmos, teríamos que utilizar garras metálicas presas aos pés das botas, para que fossem cravadas no gelo durante a caminhada e evitar que escorregássemos.

E também, tivemos que andar com a picareta sempre na mão e em posição adequada para projetarmos nosso peso sobre a picareta de modo a finca-la no chão em caso de quedas, evitando sair rolando montanha abaixo. Como o guia falava espanhol, tratou de realizar simulações de queda conosco para ter certeza de que entendemos todas as instruções e que poderíamos prosseguir.

O guia continuou indo à frente trilhando o caminho que deveríamos seguir, dessa vez em zingue e zague para facilitar a escalada e diminuir o risco de quedas.

O resto da história conto no próximo artigo. Será que fica mais difícil? Vamos chegar ao cume? Gostou do conteúdo? Não esquece de deixar o like.

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