Patrimônio avançou, apesar da forte queda da bolsa de valores

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Olá, Poupadores! Venho trazer mais uma atualização mensal do meu patrimônio.

A bolsa de valores fechou, novamente, no vermelho, com queda de 6,57% e, apesar de quase 60% do meu patrimônio está investido na bolsa, ainda assim tive uma valorização de 1,05%.

Terceiro mês consecutivo de queda na bolsa, dado o histórico é provável que outubro seja um mês de alta.

Todos os três indicadores da riqueza, novamente, melhoraram. Contribuindo para mais um passo rumo ao primeiro milhão. A seguir, você confere isso em detalhes.

Saiba mais sobre o que é a Jornada da Riqueza e como medir sua riqueza de verdade.

Indicador de Ativos Geradores de Renda

Este indicador mostra, em percentual, quanto o seu dinheiro está trabalhando para você. Quanto maior o percentual, melhor.

Mais uma alta, de 78,41% para 78,84%, fruto de mais poupança direcionada a investimentos e por retirar alguns bens do balanço pela nova faixa de corte de R$ 300.

Indicador de Endividamento

Este indicador é dado pela soma total de passivos dividida pela soma total de ativos. Ele é responsável por mostrar como o seu aumento patrimonial está sendo financiado: com dinheiro próprio ou através de empréstimos de bancos, financeiras, cartões, etc. Saiba mais sobre a taxa de endividamento.

O indicador segue próximo as mínimas e deve se estabilizar nesse patamar por um bom tempo, visto que não temos intenções de realizar grandes aquisições no curto prazo.

Indicador da Riqueza

Este indicador serve como um termômetro da independência financeira. Ou seja, viver apenas do rendimento dos investimentos. É preciso prestar bastante atenção a este indicador caso você deseje viver somente de rendimentos. A partir de março de 2020, o período de comparação foi estendido para 24 meses. E em maio de 2021 o período foi estendido para 36 meses.

A alta se deu pela renda acumulada ter subido R$ 1.477,51, mais do que suficiente para compensar a alta de 0,29% no padrão de vida.

Depreciação

Também faço a depreciação mensal de boa parte dos meus bens, pelo menos dos que têm algum valor. A depreciação, em resumo, é o custo do uso do bem ao longo do tempo. Saiba mais sobre depreciação. Quanto menor o valor, melhor, pois preciso gastar menos dinheiro para manter o mesmo padrão de vida.

Mais um mês de valorização, mesmo que tenha sido de apenas R$ 1,05. Pesou a favor a valorização de R$ 373,15 no preço do meu carro usado e a novo valor de corte de R$ 300 reais para o bem estar no balanço, removendo quatro bens do balanço. Com esse resultado, meu carro passou a representar 9,34% do meu patrimônio, mantendo-se abaixo dos 10% desejados. Se um dia tiver uma casa própria pretendo que ela represente até 25% do patrimônio. Talvez seja interessante criar indicadores para acompanhar isso, não é mesmo?

Patrimônio Líquido

Meu Patrimônio Líquido (descontadas as dívidas) cresceu 2,42% nesse nono mês de 2021. O resultado foi alcançado pela valorização do veículo (+373,15), grande poupança (53,59%) e rentabilidade dos investimentos (+1,05%).

O resultado só não foi melhor pelo novo valor de corte de R$ 300 que removeu quatro bens do balanço que representavam R$ 970,67, caso contrário a alta teria sido de 2,66%.

Revisamos a meta do ano e aumentamos o desafio de aumento patrimonial de 21,46% para 29,84%. Um aumento de quase 40% sobre a meta anterior. É claro que nem tudo dependerá exclusivamente de nós, afinal boa parte dos nossos ativos estão em bolsa, mas faremos o possível para chegar lá.

Outra mudança foi no preço mínimo do bem para entrar no balanço, que aumentou de R$ 200 para R$ 300. A mudança foi realizada para acompanhar o crescimento patrimonial, que faz com que deixe de valer apena acompanhar bens de baixo valor que vão contribuir muito pouco para o todo.

Lembrem-se de manter a simplicidade e agilidade ao utilizar a ferramenta de balanço patrimonial. É melhor gastar poucos minutos e conseguir representar 99% do valor real do que gastar horas e mais horas para representar o 100%.

A carteira de investimento conseguiu terminar o mês no positivo, apesar da queda de 6,57% da bolsa de valores, graças a duas ações da carteira estarem entre as cinco ações que mais subiram em setembro.

Enxergo a queda recente da bolsa de valores como oportunidade e por isso tenho diminuído minha reserva de oportunidades para aproveitar esse momento. Esse foi o terceiro mês consecutivos de queda, e não é comum mais de três meses consecutivos de quedas, meu palpite é que teremos alta em outubro. Meu horizonte é longo prazo, então, independentemente disso, continuarei a investir na bolsa de valores brasileira.

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É isso, Poupadores, até a próxima!

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